CIMVI lança projeto Vale Plantar

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Nesta quarta-feira, 30 de junho, o Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (CIMVI), através do CIMVI Ambiental, lançou o projeto “Vale Plantar – A cada dois pés, plante um pé”, com o plantio de 30 mudas de árvores nativas do bioma Mata Atlântica.

A proposta do projeto é que cada munícipe plante uma muda de árvore nativa, por isso o slogan é “a cada dois pés, plante um pé”, trabalhando assim a recuperação das áreas degradadas nos municípios consorciados (Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Botuverá, Doutor Pedrinho, Indaial, Ilhota, Luiz Alves, Massaranduba, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio e Timbó). O prazo do projeto para que esse objetivo seja atingido é até junho de 2024.

Mais de 257 mil plantios em três anos

Atualmente, esses 13 municípios somam 257.305 habitantes (de acordo com os dados levantados pelo IBGE em 2018). O Diretor Executivo, Fernando Tomaselli, diz que o plantio realizado hoje na área do CIMVI foi o pontapé inicial para que cada município também inicie seu planejamento para a aplicação do projeto, a partir do lançamento oficial de hoje.

“Parece um número inalcançável, mas, se cada um fizer sua parte, é possível atingir essa meta. O grande desafio engajar todo mundo, sejam adultos, jovens, crianças ou idosos. É uma ação colaborativa, esse é o seu maior valor”, pontua.

Uma ação para bem de todos

A gestora do CIMVI Ambiental, Sandra Regina Batista, destaca que as prefeituras, se optarem, podem trabalhar na recuperação de áreas degradadas públicas ou privadas. “Cada município deverá fazer o levantamento das áreas degradadas em seu território e ficará livre para delimitar a área na qual executará a recuperação. O CIMVI ficará à disposição para auxiliar em dúvidas e questões técnicas”, afirma.

Para a assessora de Educação Ambiental, Mariléia Selonke, colocando o projeto em prática, todos saem fortalecido. “Desenvolver atividades alinhadas às diretrizes norteadoras do consórcio, em atendimento às Políticas Ambientais, traz benefícios sociais, econômicos e ambientais, fomentando o desenvolvimento sustentável. Sendo assim, a proposta de recuperar áreas degradadas nos municípios consorciados possibilita a restauração e manutenção dos ecossistemas, promovendo qualidade de vida local e globalmente”, reflete.

Planos Municipais da Mata Atlântica

As técnicas de recuperação de uma área degradada variam conforme o grau de intensidade e tipo de degradação a ser recuperada, bem como aos objetivos de uso que se pretende dar para a área em questão, neste sentido os Planos Municipais da Mata Atlântica (PMMA) podem servir de documento orientador para o levantamento de dados referente a implantação dos projetos nos municípios.

Os PMMA fundamentam-se na Lei Nº 11.428 de 22 de dezembro de 2006 (Lei da Mata Atlântica), na Lei Nº 12.651/2012 – Código Florestal Brasileiro, na Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, através do Decreto n° 8.972/2017.

Sendo assim, o presente projeto possibilita o atendimento legal das políticas ambientais envolvidas para a preservação e manutenção do Bioma Mata Atlântica. Segundo dados da SOS Mata Atlântica “Restam apenas 12,4% da floresta que existia originalmente, e o bioma abrange cerca de 15% do território nacional, em 17 estados. É o lar de 72% dos brasileiros e concentra 70% do PIB nacional. Dela dependem serviços essenciais como abastecimento de água, regulação do clima, agricultura, pesca, energia elétrica e turismo, é preciso monitorar e recuperar a floresta”.