A participação do artesanato com identidade cultural do Vale Europeu Catarinense na FENACCE 2025 foi muito além de uma vitrine, foi um manifesto. Nossos artesãos chegaram lado a lado com outras regiões e coletivos, trazendo técnicas, histórias e objetos que carregam o chão, o ofício e a memória do nosso território. A feira não foi apenas espaço de venda — foi escola, palco e prova viva do valor simbólico e econômico do artesanato local.

Estar na FENACCE significou colocar o Vale Europeu Catarinense no radar de quem compra com olhar apurado e de quem constrói políticas culturais. O intenso movimento de visitantes, compradores, curadores, designers, lojistas e agentes, gerou pontes sólidas de negócios imediatos, encomendas futuras e reconhecimento. Para os artesãos, participar do evento foi validar dias de trabalho manual, cadeias produtivas invisíveis e saberes transmitidos de geração em geração. Para a região, foi fortalecer a identidade turística e abrir mercado para produtos que contam histórias.
O papel do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (CIMVI) e do SEBRAE foi essencial. O CIMVI, cuidando da articulação com os artesãos, da logística regional, do atendimento e da coordenação com os municípios, garantiu uma participação organizada e coletiva. Já o SEBRAE contribuiu com formação, orientação em precificação, estratégias de exposição e apoio no transporte — ampliando a autonomia e as vendas.

O objetivo da participação é claro: preparar o artesão para negociar, narrar e defender o valor cultural e comercial de suas peças. “O ofício precisa de espaço e respeito e foi exatamente isso que propusemos na FENACCE”, destacou Marcos Alexandre Liz, Coordenador de Serviços da Cultura do CIMVI. Na mesma linha, Arlete Regilene Scoz, Gestora de Cultura e Turismo do CIMVI, reforçou: “O artesanato precisa deixar de ser visto como alternativa precária para se consolidar como uma economia estruturada, capaz de gerar renda, identidade e desenvolvimento para nossa região.”
Jenifer Schlindwein, Presidente do Colegiado de Cultura da Associação de Municípios do Vale Europeu (AMVE), que atuou diretamente no evento, destacou o caráter coletivo da participação: “Estar na FENACCE fortalece os laços entre os municípios e comprova que nossa cultura material tem mercado e precisa ser protegida por políticas públicas.” E acrescentou: “Levamos muito mais do que objetos; levamos história. E voltamos com encomendas, contatos e uma nova visão estratégica para o Vale Europeu.”

Na voz da artesã Priscilla Grasmuk, a emoção de viver a experiência: “Participar da maior feira de artesanato do Brasil foi simplesmente incrível. Uma experiência única que vou guardar com muito carinho no coração. Levar um pedacinho da nossa cultura e da arte do Vale Europeu Catarinense e representar nossa região nesse evento foi motivo de muito orgulho e alegria! Que o nosso Vale e nossos municípios sejam vistos, contados e lembrados através das nossas artes e histórias.”
Aos artesãos que enviaram seus produtos, o reconhecimento é coletivo. Foram muitos os comentários de compradores encantados com as peças: “acabamento primoroso”, “beleza que provoca”, “identidade clara”. Elogios que vão além da estética — traduzem confiança na origem e no processo criativo. Esses retornos não são vaidade, são dados de mercado e pistas para estratégias de comercialização cada vez mais consistentes.
Participar da FENACCE 2025 foi investir em identidade, renda e rede. Ficou provado que quando gestão pública (CIMVI), apoio técnico (SEBRAE) e artesãos se unem, o artesanato do Vale Europeu deixa de ser simples curiosidade em um estande e se posiciona como produto cultural competitivo. A lição que fica é clara: manter formação, curadoria, logística e ação comercial constante. E, sobretudo, continuar contando, com as mãos, as histórias que só o nosso Vale sabe narrar.
